...
Sinto tantas vezes que não marcho ao mesmo ritmo
E não marcho na mesma direção que o resto das tropas
Como um desalinhado...

João Miguel, O Pássaro do Sul

07/08/2009

Poesia Orgasmo




Poesia-Orgasmo

De silabas de letras de fonemas
se faz a escrita. Não se faz um verso.
Tem de correr no corpo dos poemas
o sangue das artérias do universo.

Cada palavra há-de ser um grito.
Um murmúrio um gemido uma erecção
que transporte do humano ao infinito
a dor o fogo a flor a vibração.

A poesia é de mel ou de cicuta?
Quando um poeta se interroga e escuta
ouve ternura luta espanto ou espasmo?

Ouve como quiser seja o que for
fazer poemas é escrever amor
a poesia o que tem de ser é orgasmo.

José Carlos Ary dos Santos

2 comentários:

Kanauã Kaluanã disse...

MARAVILHOSO!
Benditas as mulheres-poéticas que se deixam disvirginar em palavras…
Louvados sejam os homens que alforriam poemas encarcerados nos ditames dos tabus.
Palavras sem castas, sem purismos gastos, sem o gosto sem sal é que são saboreáveis...

E na Poesia-Êxtase deito-me em deleite...

Anónimo disse...

Fiquei imensamente feliz em ver um poema meu neste blog. Porém, permita-me apenas duas observações:1)Título: "Rebentação" 2)Onde se lê "(...)jurei palavras vazadas", leia-se:"(...)jorrei palavras vazads.
No mais, parabéns pela iniciativa e coloco-me à disposição outros textos para postagem. Beijos poéticos.
José Miguel Alves
Poeta amazônico- Belém-PA